13 de janeiro de 2011

Pelas redondezas

Ultimamente ando encafifado com a redondeza das datas. Talvez porque a terra é redonda e dentro dela giramos no universo e a vida é marcada pela esfericidade dos ciclos. É pelas redondezas que nós vivemos. É gostoso sentir a redondeza que desce o gole de uma bebida refrescante. É divertido ver a redondeza da bola rolando nos gramados no fim de semana. Seja como for, tudo que é redondo vai para frente na vida e faz circular lembranças e anseios.

Por exemplo, já deram uma olhadinha no calendário? O carnaval vai ser no dia 8 de março, dia internacional da mulher. A festa mais brasileira vai ser comemorada com todo o jeitinho feminino das brasileiras no seu dia de glória. É nessas horas que eu fico pensado o quanto as iranianas devem sentir inveja da alegria das brasileiras. Acho que a Dilma não irá convidar o Ahmadinejad para seu camarote.

Em março faço aniversário no dia 13, no qual irei dobrar este número enigmático ao completar 26 anos idade, daqui a exatos 2 meses. Somando a nova idade, ela se transforma num 8 sereno, que corresponde ao número de letras do meu nome. Estamos em 2011 e os anos ímpares sempre são marcados pela diferença.

Nestes três anos de universidade amadureci premissas que se tornaram leis pétreas incontestáveis. Minha oca do equilíbrio tem residência fixa no meio termo, onde geografia se faz com os pés e lugar de repórter é na rua.

E por aí, pelas redondezas, vou afinando meu gerúndio.

As aulas na UFSC só recomeçam em 14 de março, no dia nacional da poesia. É com a poesia de uma composição feita por Chico Buarque e Tom Jobim em que me despeço por hora, em homenagem a grandeza de espírito do povo do Rio de Janeiro.

Piano na Mangueira
Mangueira, estou aqui na plataforma da Estação Primeira
O morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira

A minha música não é de levantar poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira, Estação Primeira de Mangueira

Estou aqui na plataforma da Estação Primeira
O morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira

A minha música não é de levantar poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira, Estação Primeira de Mangueira
Mangueira, Mangueira, Mangueira, Mangueira...

Um comentário:

likeanhunter disse...

bom texto, suas habilidades com as palavras são incríveis...