2 de janeiro de 2011

O céu é o limite

Minha irmã e eu estavamos sentados num banquinho embaixo de um figueira ao lado do Ferry Boat de Navegantes. Estavamos ali esperando a chuva passar, enquanto eu observava como funcionam aqueles guindastes do Porto de Navegantes.

- O que cai do céu? - perguntou minha irmã, a Diana.

- São os espíritos que choram e as lágrimas rolam lá de cima - respondeu o filho da moça do espetinho que estava ali conversando de pé com a gente, comendo amendoins.

Sai da profundidade dos meus pensamentos com tamanha perspicácia e inocência da resposta do expressivo e espirituoso menino de 7 anos.

Fiquei ali mais algum tempo até minha mãe chegar e então comecei a pensar, sozinho, já no trajeto de volta:

"- Mas o que cai do céu nesse mundo? Se cai é porque tem que cair?"

Fora água, que era a resposta que a Diana esperava ouvir do inocente menino, o Solano, poucas são a coisas que já vi de fato cair do céu, assim, ao léo, bem à toa da vida.

Particularmente vi somente alguns fenômenos naturais. Um pouquinho de neve e granizo em Curitibanos. As corriqueiras chuvas tropicais de Florianópolis.

Alguém já viu cair um meteoro?

À parte isto e o resto que cai do firmamento é sempre fruto de guerra ou transporte.

Porque a gente sabe que no firmamento da humanidade nada caiu de graça.

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