Ontem o jornal o Estado de S. Paulo, carinhosamente conhecido como 'Estadão' completou 136 anos de circulação no país. O jornal foi fundado em 1875, ainda com o nome Provincia de S. Paulo, 13 anos antes da abolição da escravidão do país que ocorreu em 1888.
Desses 136 anos, o jornal contabiliza apenas 131 anos de total independência no exercício da atividade jornalística diária. A familía Mesquita não contabiliza na história do jornal os cinco anos nos quais a redação do Estado foi administrada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão de censura do governo Getúlio Vargas. Esse período corresponde a 25 de março de 1940 a dezembro de 1945, quando Vargas renúncia encerrando as espúrias atividades do 'Estado Novo'.
É o único jornal que registra a história política do país desdes os tempos monárquicos do Brasil Império de Dom Pedro II. O jornal circulou com uma capa especial no dia seguinte à Proclamação da República, sem ilustrações, apenas com a notícia dos novos tempos políticos em letras garrafais. O jornal passa a se chamar o Estado de S. Paulo em 1890, já no primeiro ano da Era Republicana brasileira.
O jornal datou grandes momentos da história nacional. O Estado enviou o repórter Euclides da Cunha para cobrir a Guerra de Canudos, em 1897. Seu trabalho jornalístico na Bahia, resultou no livro "Os Sertões", onde Euclides aprofundou suas observações sobre a saga de Antonio Conselheiro e seus seguidores nas messiânicas - e olímpicas - batalhas contra o Exército Brasileiro.
Grandes nomes da literatura nacional como Rachel de Queiróz, Monteiro Lobato e Mário de Andrade deixaram registrados seu talento artístico nas páginas do Estadão, dando mais seriedade ao jornal através dos diversos gêneros jornalisticos trabalhados nas suas páginas impressas com muita sensibilidade.
O Estado de S. Paulo é um das poucas publicações nacionais que ainda circula no clássico e elegante formato standard - 497 x 598 mm. Outros veículos que ainda mantêm este mesmo formato são o Globo, Folha de S. Paulo e Valor Econômico. Publicações européias estão adotando um tamanho intermediário entre o standard e o tablóide, o berlinês.
No dia 13 de março de 2010 o jornal anunciou a estréia do novo projeto gráfico do jornal. No dia seguinte o Estado de S. Paulo circulou repaginado. Preservou a austeridade e elegância e manteve a capacidade de surpreender o leitor com notícias exclusivas e reportagens de fôlego nas suas páginas impressas. Neste processo de refundação, o jornal também lançou o novo portal Estadão de notícias na internet unificando a redação do on-line com o impresso.
Em 2010 O Estado ganhou o prêmio de 'jornal mais admirado do país', na avaliação promovida pelo Grupo Troiano de Branding. É a sétima vez em onze ano que o periódico atinge a melhor avaliação do público na categoria 'Jornal', na pesquisa elaborada anualmente pelo Grupo TB. O jornal também recebeu o troféu Caboré 2010, premiado como 'veículo de comunicação do ano em mídia impressa'.
Segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação), entre janeiro e junho de 2010 média de circulação diária dos jornais no Brasil foi de 4.255.893 milhões exemplares, com alta de 1,5% em relação ao mesmo periodo em 2009. Ano passado, o Estado puxou este índice positivo na circulação de jornais no país.
O Estado de S. Paulo circula com uma tiragem média de 213 mil exemplares, número modesto frente a população de 190 milhões de brasileiros. No entanto a circulação total do jornal cresceu aproximadamente de 10% de janeiro a setembro de 2010.Os jornais europeus e americanos tiveram queda de circulação devido à crise.
Vale à pena ler diariamente o jornal mais antigo em circulação no país atualmente. O leitor interessado na sagacidade do jornal O Estado de S. Paulo, pode degustar totalmente de graça por 30 dias, a versão impressa clicando aqui. Acreditem na opinião de quem assina o jornal há 8 meses.
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