4 de janeiro de 2011

O mistério continua

"Se não tiver a prova do flagrante nos altos dos inquérido fica sem efeito, diga lá", cantaria nosso grande Bezerra da Silva se pudesse acompanhar o noticiário musical neste início de 2011.

O médico Conrad Murray é acusado de homicídio culposo por ter injetado de forma leviana o medicamento propofol que levou a morte do mestre-artesão do pop, Michael Jackson. Mas até que se prove o contrário, ele é inocente e foi assim que Murray se declarou, na semana passada.

O mistério se encontra no seguinte: quem aplicou a dose fatal do sedativo? Murray? O próprio Michael na tentativa de dormir para sempre? Um enfermeiro comparsa de Murray? Um empregado da casa até então desconhecido pelas autoridades? Como dosar a culpa?

Nesta terça, em Los Angeles, o promotor David Walgren afirmou que ocorreram várias 'falhas de procedimento', culminando na morte do rei do pop. Dentre elas o fato de o médico não ter ligado para o serviço de emergência de imediato. Também há evidências negativas em relação aos procedimentos adotados pelo médico na reanimação do cantor.

Murray é cardiologista com 47 anos de carreira.

O caso conta com um fato novo: uma suposta seringa encontrada próxima ao corpo de Michael, da qual o cantor - ou ainda outra pessoa - teria feito uso para injetar a dose fatal, enquanto Murray estava no banheiro, extraindo uma água do joelho.

A audiência preliminar - que pode durar até duas semanas - na Corte Superior de Los Angeles decidirá se existem provas contrárias suficientes para iniciar de fato, o julgamento do médico indolente.

Ao que tudo indica é o que irá ocorrer nos próximos dias, pois existem provas suficientes para iniciar o julgamento. Isso se não surgir nenhum fato novo ao 49 do segundo tempo. Inclusive a reaparição do próprio Michael. Nem Jesus Cristo foi velado por tanto tempo...

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